domingo, 28 de agosto de 2011
1º Sarau da FASBE
1º SARAU DA FASBE-27/08/2011
Turma de Pedagogia 1
Sarau? Que legal!
Ivan Santana, que bacana
Trouxe hoje poesia com sede de valia
Sou de Monte Santo e isso me identifica
Nossa cultura nos faz diferente
Não inferior, mas de respeito como gente
Peça teatral música descontraída
Que cura ate ferida
Edson detonou com sua viola preferida
Regina, que memória! Ela tem uma grande sina
Sina de fazer o outro rir e se divertir
Maria Julia e Luiz fizeram todo mundo feliz
Ate mesmo quem não quis
Luiza e Edilane, pessoas que fizeram acontecer
Todos juntos eu e você.
União não é ilusão,
Mas sabedoria que engrandece a criação
Pense que o acorde de um violão
Pode transmitir uma gama de emoção
Agora, vamos embora, antes que venha a autora
Mas ainda digo sem demora
Que o amor é o caminhão da vitoria.
Autor – aluno da FASBE, Rogério Mota
sábado, 27 de agosto de 2011
A fábula da Convivência
A fábula se passa na Era Glacial, em um tempo remoto, quando diversas espécies animais foram extintas. Uma manada de porcos-espinhos, sentindo-se prestes a congelar, decide se unir para sobreviver.
Aquecendo-se uns aos outros e trocando energia, os porcos-espinhos ficavam cada vez mais fortes, mas a proximidade excessiva acabava expondo-os às feridas dos espinhos, e assim eles se machucavam e se magoavam. Juntos, estavam quentinhos, porém sangrando:
"Aqueles que mais amavam,
Aqueles que mais sofriam".
Não suportando os ferimentos, eles se afastaram. Cada um em seu canto, acabaram por morrer. Os sobreviventes voltaram e tiveram que aprender a respeitar os limites:
"Mantinham pouca distância,
Apenas suficiente,
Somente para tornar
O próprio corpo mais quente".
Assim venceram o inverno, aprendendo que estar juntos é fundamental, mas também que a individualidade deve ser preservada.
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!
Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver"
(Carlos Drummond de Andrade)
Afinal, a vida é também um jogo, e para saber jogar é preciso aprender as lições da convivência e dos limites.
Aquecendo-se uns aos outros e trocando energia, os porcos-espinhos ficavam cada vez mais fortes, mas a proximidade excessiva acabava expondo-os às feridas dos espinhos, e assim eles se machucavam e se magoavam. Juntos, estavam quentinhos, porém sangrando:
"Aqueles que mais amavam,
Aqueles que mais sofriam".
Não suportando os ferimentos, eles se afastaram. Cada um em seu canto, acabaram por morrer. Os sobreviventes voltaram e tiveram que aprender a respeitar os limites:
"Mantinham pouca distância,
Apenas suficiente,
Somente para tornar
O próprio corpo mais quente".
Assim venceram o inverno, aprendendo que estar juntos é fundamental, mas também que a individualidade deve ser preservada.
É fácil trocar palavras, difícil é interpretar o silêncio!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor!
É fácil conviver com pessoas, difícil é formar uma equipe!
Para sermos uma equipe, "precisamos descobrir a alegria de conviver"
(Carlos Drummond de Andrade)
Afinal, a vida é também um jogo, e para saber jogar é preciso aprender as lições da convivência e dos limites.
Etnocentrismo na escola
O espaço escolar se presta a diversas análises. Podemos analisá-lo a partir das relações grupais ou, mais especificamente, procurando entender as dificuldades E problemas que ocorrem nas relações entre os grupos. E uma categoria antropológica que nos ajuda a entender essa problemática é a do etnocentrismo.
O espaço escolar é um dos espaços em que se reúnem seres humanos com as mais diferentes procedências. E aqui começa a se manifestar o problema: Nós, os humanos, nos consideramos únicos e, por isso mesmo, achamos que somos donos da verdade. Tudo que não é nosso ou que não procede de nós, é considerado como uma espécie de afronta, oposição, falsidade, ameaça... Essa situação está na base da caracterização do etnocentrismo.
A postura etnocêntrica é um dos primeiros entraves ou uma das primeiras dificuldades para que as pessoas se associem, formando grupos. Além disso e em seguida, após o grupo formado, podemos observar a dificuldade dos diferentes grupos se relacionarem. Da mesma forma que o indivíduo sente dificuldade em aceitar a verdade do outro, na relação entre os grupos isso também ocorre: A verdade de um grupo, em confronto com a verdade do outro produz os choques e os atritos tão presentes nas manifestações dos grupos de jovens, nas gangs, nas patotas juvenis. Podemos, inclusive, dizer que as brigas e confrontos entre traficantes, tão noticiados pela grande imprensa, além de todas as caracterizações sociológicas, políticas e sociais que possam ser feitas, também podem ser vistas como manifestação etnocêntrica.
Tudo isso que se observa nas relações sociais ocorre no universo escolar. E até, por que não admitir, também na sala de aula, pois também nesse espaço ocorrem relações conflitivas e se manifestam divergências entre os grupos rivais. Se nos dermos ao trabalho de conversarmos com um professor veremos como são freqüentes as situações em que se manifestam posturas etnocêntricas na relação entre estudantes. Desde os problemas de aceitação e entrosamento de um aluno novato na sala, como na formação de grupos de trabalho, para executar alguma atividade escolar cotidiana.
As realidades que manifestam algum tipo de choque cultural podem ser vistas como uma manifestação etnocêntrica não só nas relações sociais como também no ambiente escolar e dentro da sala de aula. O etnocentrismo manifesta-se como uma espécie de monólogo: um “eu” conversando consigo mesmo, desconsidera a fala do “outro” e os possíveis valores desse outro. Ou, pior ainda, nega o outro ao mesmo tempo em que nega sua fala; ao lhe negar a fala, nega seu valor e esse “eu” faz isso se supervalorizando e se afirmando.
Quando esse monólogo ocorre amplia-se a rivalidade, pois, nesse caso se acentuam as diferenças. A manifestação das diferenças, quando observada no ambiente escolar, passa a ser vista não como elemento educativo, mas como elemento provocador de maior divisão, pois, a partir da postura etnocêntrica, não se acentua o diferente como elemento agregador de valores, mas como elemento negador de proximidade. Assim sendo, o “eu” relaciona-se com meus iguais negando os diferentes e as diferenças. Observa-se, portanto que os diferentes não se completam nem se atraem, como se diz na gíria popular, mas se repelem. A tendência é nos aproximarmos dos nossos iguais ou dos conhecidos afastando-nos dos diferentes ou estranhos. Essa situação pode ser comprovada, em sala de aula, na medida em que os professores propõem trabalhos em grupo, alterando as relações e grupos já cristalizados: ocorre uma forte resistência, por parte dos estudantes. E fazem isso apresentando os mais diferentes argumentos.
Outra questão a ser observada é com relação à postura do professor em relação aos grupos ou posturas comportamentais dos alunos. Quando isso se manifesta na sala de aula, muitas vezes a tendência do professor não é observar o que está ocorrendo e buscar uma alternativa dialogada para, a partir das diferenças, construir relações de busca de pontos convergentes, mas de tomar partido. Tomando partido o professor está julgando um contra o outro, pois o professor toma partido. Em geral o professor toma partido, porque ele também se identifica com este ou aquele grupo. Entre o grupo dos comportadinhos e os “peraltas do fundão” é quase comum o professor optar pelos comportados, desenvolvendo uma postura hostil em relação aos peraltas. Nisso já está manifestado um ato de escolha o qual decorre dos juízos produzidos; juízos esses que nascem a partir dos valores desenvolvidos e prezados pelo professor que valoriza aqueles que manifestam atitudes que se aproximam dos comportamentos previstos nas normas propostas (ou impostas) pelo professor.
Embora a perspectiva antropológica seja a afirmação da relativização visto que as diferenças entre os grupos não ocorrem porque haja real divergência, mas porque as experiências de vida e os pontos de vista são distintos, podemos perceber que a ação escolar ainda tem dificuldade em relativizar. Em muitos casos ainda se manifestam as tomadas de posição em que o professor ou a escola escolhem um lado. Normalmente o lado dos comportados contra os “peraltas”.
Existe, para isso, solução? A resposta vai depender da capacidade que os integrantes do ambiente escolar tenham para não se envolverem com este ou aquele lado, com esta ou aquela situação, mas, tomando uma distância sejam capazes de promover a interação das situações ou dos grupos antagônicos. A postura poderia ser aquela a partir da qual se possa valorizar o diferente não por ser diferente, mas porque possui elementos prenhes de novas informações possibilitando novas aprendizagens.
Mas a dificuldade permanece não porque os envolvidos no processo formativo não queiram um ambiente escolar mais pacífico e integrado, mas porque esse grupo também forma um grupo em atrito. Pode até tomar uma posição favorável a este ou àquele grupo, mas o faz não como membros de grupos na busca da interatividade, mas como grupo dominante que deseja a submissão do “grupo rival” às normas estabelecidas.Esse grupo dominante tem resposta pronta a ser aplicada ao ambiente escolar. Dessa forma o grupo formador passa a exercer seu poder sobre os demais grupos, aliando-se a uns e silenciando aos outros pela aplicação das normas pré-estabelecidas pelo grupo dominante e representante do sistema.
Tendo isso presente podemos dizer que é difícil perceber uma postura relativista no ambiente escolar. Mesmo o professor, que normalmente está na linha de frente tanto do contato com os diferentes, como em contato com os atritos manifestados pelos grupos sobre os quais exerce seu poder de lente, apresenta-se aos estudantes como autoridade e é uma autoridade. Quando permanecem relações de superioridade e subalternidade permanece a diferença entre os grupos. Essa situação de superior x inferior é uma das que mais cria dificuldade a qualquer perspectiva relativisadora. Como estabelecer um contato de relatividade se o professor – ou a instituição escolar – precisa fazer valer alguns princípios desse grupo (escola ou professores) ou princípios já estabelecido para produzir um ambiente em que os diferentes sejam tratados a partir dos mesmos critérios?
Em tudo isso, se admitimos que o ambiente escolar também enfrenta os problemas do etnocentrismo, como entender, aí, a posição e a postura do professor?
Da mesma forma que no ambiente escolar deve haver uma constante vigilância no sentido de minimizar imposições etnocêntricas, criando um ambiente em que seja possível relações relativizadoras o professor deve se manter vigilante. Não se trata de negar os valores pelos quais a escola preza, mas de criar ambientes capazes de estabelecer diálogos em que os diferentes possam se manifestar em sua plenitude para, ao serem conhecidos, serem valorizados e a partir disso seja possível ocorrer os processos de aprendizado. Cabe ressaltar que é possível mais aprender com o diferente do que com o semelhante. Aquele a quem já conhecemos raramente nos trará novidades, pois faz parte do nosso cotidiano. Por sua vez o desconhecido ou o membro do outro grupo sempre tem algo que pode nos proporcionar algum aprendizado, pois não convive conosco no cotidiano, e, além disso, possui outras relações, outras informações, outras perspectivas a respeito da realidade e do mundo
A relação com o grupo de semelhantes nos ajuda a manter aquilo que já nos é próprio ou as categorias pertencentes ao nosso grupo. A relação com os semelhantes é uma relação de manutenção e preservação de valores e não a abertura de novos espaços e oportunidades. Exatamente o contrário é o que acontece na relação com o diferente ou o estranho: essa relação ocorre colocando em cheque os valores e saberes do grupo de semelhantes ao qual nós pertencemos. Além disso o outro coloca em cheque os nossos valores para que possamos nos pré-dispor ao novo. O processo de aprendizagem, assim como o processo de interação só tem perspectivas crescentes quando se consegue ultrapassar as próprias fronteiras, as posturas etnocêntricas, para nos lançar em direção de outros universos...
qual o papel do educador para combater o etnocentrismo na escola e em que situação isso ocorre?
articulação do conceito de etnocentrismo no campo das relações pessoais
http://www.artigonal.com/ciencia-artigos/etnocentrismo-na-escola-631572.html
articulação do conceito de etnocentrismo no campo das relações pessoais
Etnocentrismo
É a atitude de quem só reconhece legitimidade e valores às normas e valores vigentes na sua cultura ou sociedade. Ato da discriminação cultural baseado na crença de superioridade cultural.
Etnocentrismo é um fenômeno social muito comum em todos os aspectos culturais que vigoraram até o século XIX e mesmo no século XX, e que deve ser conhecido por conta de suas implicações nos processos administrativos e éticos dos tempos atuais nos quais nos encontramos.
Etnocentrismo poderia ser definido como um conceito antropológico, segundo o qual a visão ou avaliação que um indivíduo ou grupo de indivíduos faz de um grupo social diferente do seu é apenas baseada nos valores, referências e padrões adotados pelo grupo social ao qual o próprio indivíduo ou grupo fazem parte.
O conceito de etnocentrismo surge como uma característica comum aos povos antigos. Isolados geograficamente, cada grupo étnico forma sua própria cultura, com seus valores, comunicação e comportamentos adequados às representações de seus conceitos existenciais. Da mesma forma, como cada cultura atribui seus valores e leis, bem como suas normas de conduta, à legislação metafísica dos deuses, torna-se comum a crença de que sua cultura é a referência de juízo sobre todas as demais culturas, quando ocorre o encontro entre duas etnias diferentes.
Todavia, o que era justificado por um conjunto cultural organizacional sistêmico, quando ocorre a derivação para os meios comerciais, e quando as tecnologias delimitam as fronteiras geográficas, passa a ser utilizado como um referencial arbitrário, que pode não se justificar nos contextos de relações empresariais. Isso resultou em uma série de situações desagradáveis, e em choques de valores que culminaram em desorganização, equívocos e conflitos comerciais.
O fato de que o ser humano vê o mundo através de sua cultura tem como conseqüência a propensão em considerar o seu modo de vida como o mais correto e o mais natural. Tal tendência, denominada etnocentrismo, é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Sentido tradicional de cultura
Sentido tradicional de cultura
Vincula cultura a:
Freqüentar teatros, museus, óperas;
Viajar por muitos lugares;
Dominar diferentes línguas;
Ler jornais, revistas e acompanhar as notícias do mundo etc.
CLASSIFICAÇÃO ENTRE “ALTA” E “BAIXA” CULTURA
No campo dos Estudos Culturais
Cultura é compreendida como o meio pelo qual atribuímos sentido para aquilo que nos acontece.
TODOS POSSUEM CULTURA
NÃO HÁ SEPARAÇÃO ENTRE “ALTA” E “BAIXA” CULTURA
PRODUÇÃO E REPRODUÇÃO (TRANSFORMAÇÃO) CULTURAL:
MÍDIA, ESCOLA, FAMÍLIA, LOCAIS DE DIVERSÃO, ENFIM, A SOCIEDADE
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